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O acordo UE–Mercosul

Um quadro entre a União Europeia e os quatro países fundadores do Mercosul — Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — que combina comércio, investimento e uma relação política mais ampla.

2 instrumentos jurídicosComércioInvestimento
2 textosUm acordo-quadro político (EMPA) e um acordo comercial interino (iTA)
09.01.2026Autorização de assinatura pelo Conselho
17.01.2026Assinatura oficial UE–Mercosul
01.05.2026Aplicação provisória do pilar comercial
35 %Até esse nível para certos automóveis antes da redução progressiva
14–20 %Faixa citada para várias máquinas e equipamentos

Dois níveis a distinguir

Desde 1 de maio de 2026, uma empresa já pode beneficiar da descida de direitos nos veículos elétricos (de 35% para 25%): é a vertente comercial, já ativa. Ainda não pode apoiar-se nos compromissos políticos e de cooperação do acordo mais amplo (EMPA), ainda pendente de ratificação pelos Estados-membros.

Esta distinção é importante para evitar confundir o que é político, o que é jurídico, e o que se torna realmente operacional para as empresas.

O que as empresas olham primeiro

As empresas não leem um acordo como um jurista institucional. Querem saber uma coisa: o que muda realmente para elas, nos seus direitos aduaneiros, na sua documentação e no seu acesso ao mercado?

É por isso que este site se concentra no alcance prático, e não apenas na arquitetura institucional.

Os ganhos potenciais não são automáticos

Tomemos uma PME que exporta peças automóveis para o Brasil. O direito aduaneiro passou de 35% para 17,5% desde maio de 2026 — no papel, uma poupança imediata. Mas se o código pautal estiver mal classificado ou a prova de origem não estiver em ordem, a alfândega aplica a taxa plena: a redução prometida pelo acordo nunca se aplica, apesar do produto e do país certos.

Um acordo mais favorável nunca compensa um dossiê mal preparado.

O nível certo de prudência

Um importador de vinho pode cumprir à risca o novo direito aduaneiro e mesmo assim enfrentar uma recusa se a rotulagem não seguir as normas sanitárias europeias: o acordo reduz a tarifa, não elimina o controlo de qualidade à chegada.

Por isso, a leitura empresarial deve ser sempre complementada com uma revisão local adaptada ao país-alvo.

Método recomendado

Começar pela lógica económica, verificar depois as fontes oficiais, e mandar rever o projeto por especialistas locais qualificados antes de qualquer decisão vinculativa.

Fontes oficiais